Descrição de chapéu Deutsche Welle Guerra da Ucrânia

Alemanha anuncia nova ajuda militar à Ucrânia em visita-surpresa a Kiev

Olaf Scholz confirma envio de € 650 milhões em equipamentos bélicos e reforça papel como maior aliado europeu do país

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DW

Em visita-surpresa a Kiev, o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, anunciou nesta segunda-feira (2) uma nova ajuda militar à Ucrânia no valor de € 650 milhões (R$ 4,1 bilhões) e prometeu que a Alemanha continuará sendo o maior apoiador do país na Europa.

"A Ucrânia pode contar conosco. Nós dizemos o que fazemos. E nós fazemos o que dizemos. Para deixar isso claro novamente, viajei para Kiev na noite passada: de trem por um país que tem se defendido da guerra de agressão russa há mais de mil dias", escreveu Scholz em sua conta na rede social X.

A imagem mostra dois homens caminhando em uma cerimônia oficial. Um deles está vestido com um casaco escuro e o outro com um casaco verde militar. Ao fundo, há uma fileira de soldados em uniforme, alguns segurando armas, e uma bandeira azul e amarela. O ambiente parece ser ao ar livre, com árvores ao fundo e um céu nublado.
O premiê alemão, Olaf Scholz, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, passam pela guarda de honra da Ucrânia durante encontro na Catedral de Santa Sofia, em Kiev - Serviço de Imprensa Presidencial da Ucrânia/AFP

Logo no começo da visita à capital do país, Scholz e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, visitaram soldados feridos em um hospital. Entre eles, estavam alguns que perderam partes do corpo durante a guerra.

Zelenski concedeu medalhas a alguns soldados. O restante do programa da visita não foi detalhado por motivos de segurança.

A visita é a segunda de Scholz à Ucrânia desde o início da invasão militar russa na Ucrânia. Na primeira, ocorrida em 16 de junho de 2022, o líder alemão viajou para Kiev acompanhado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, pelo presidente romeno, Klaus Iohannis, e pelo então primeiro-ministro italiano, Mario Draghi.

Scholz chegou a Kiev em meio a uma escalada de ataques aéreos entre ambos os lados na Ucrânia e à campanha eleitoral da Alemanha para as eleições antecipadas de 23 de fevereiro, nas quais a guerra no Leste Europeu é uma das questões centrais.

Sociais-democratas, verdes e liberais, antigos parceiros do governo, assim como os conservadores, estão unidos em seu apoio militar à Ucrânia. Entretanto, enquanto Scholz continua recusando a entrega de mísseis de cruzeiro de longo alcance Taurus, o líder conservador Friedrich Merz afirma que enviará essas armas para o país invadido, caso se torne chefe de governo.

A visita a Kiev ocorre também apenas semanas depois de Scholz ter sido criticado por Zelenski por ter falado ao telefone com o presidente russo, Vladimir Putin. O líder ucraniano disse que a chamada do premiê alemão "abriu uma caixa de Pandora", enfraquecendo o isolamento do líder russo.

No domingo (1º), o novo presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, iniciou o seu mandato com uma viagem a Kiev para mostrar o que chamou de apoio inabalável da União Europeia à Ucrânia, ao lado da alta representante da UE para Relações Exteriores, a estoniana Kaja Kallas, e da comissária europeia para Ampliação, a eslovena Marta Kos.

Na última sexta-feira (29), Zelenski sugeriu que um acordo de cessar-fogo com a Rússia poderia ser alcançado se o território ucraniano sob controle de Kiev estivesse "sob o abrigo da Otan" e ele pudesse negociar diplomaticamente a devolução da parte ocupada pelas forças russas posteriormente.

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