Manipulação da informação e desinformação nas plataformas das redes sociais, tais como o Tiktok, e riscos associados para a integridade das eleições na Europa (debate)
Paulo Cunha (PPE). – Senhor Presidente, Caros Colegas, acredito que temos vivido mais do que uma luta contra a desinformação. Vivemos numa dualidade constante.
De um lado, temos os princípios basilares da democracia: a liberdade, a transparência, a participação consciente dos cidadãos. Do outro, a crescente aposta na manipulação e no controlo através das redes sociais, para minar a confiança nos processos democráticos e nas instituições.
As recentes interferências nos processos democráticos não representam simples casos isolados. São sinais de uma estratégia concertada que visa exportar modelos autoritários, orientados pelo controlo e pela repressão para as nossas democracias.
Embora o TikTok proíba conteúdos políticos na publicidade, está a tornar-se uma ferramenta cada vez mais procurada para atrair e manipular eleitores mais jovens.
A Europa tem de responder de forma firme e inequívoca. Temos de dotar os nossos cidadãos das ferramentas necessárias para reconhecer e resistir à manipulação. Temos de exigir mais das plataformas de comunicação que, muitas vezes, se tornam cúmplices dessas estratégias, e exigir responsabilidade.
A distorção da realidade não pode reinar, não pode vencer. Este é um debate sobre o futuro das nossas democracias. Hoje, temos de dar provas da nossa resiliência.